Morar fora e ficar triste. Acontece!

Morar fora e ficar triste. Acontece!

Decidimos que vamos realizar o sonho de morar no exterior. Começamos os trâmites, juntamos dinheiro, estudamos o idioma e pesquisamos costumes locais. Mesmo com toda a preparação somos pegos pela tristeza. Se identificou? Eu também!

 

Preparar as questões de ordem prática é infinitamente mais fácil que preparar-se emocionalmente para a mudança.

 

A mudança põe um ponto final em certos momentos de nossa vida e cada fim merece seu luto.

 

Até tentamos nos antecipar e ficar imaginando como será difícil sentir a falta de certas coisas e saudade de algumas pessoas. Mas, o fato é que esse luto não acontece de verdade até que estejamos com novo endereço.

 

Quando tudo se acalma lá vem a tristeza

 

Com a vida minimamente estabelecida começam a surgir os golpes de tristeza. Um sentimento de perda de algo que não se sabe bem o que é, parece que se perdeu tudo e nada. Até essa ambiguidade cria mais uma angústia  para a listinha do que temos que elaborar.

 

Vamos nos dando conta de que aquela vida que tivemos até a partida não se repetirá, não será da mesma forma jamais.

 

Pode parecer apenas bom à primeira vista, mas também existiam aspectos que queríamos manter em nosso mundo.  

 

O que se fazia,  lugares a que se ia, a relativa segurança emocional que se tinha e infinitas coisas deixaram de ser assim e a constatação pode te deixar deprimido.

Decidimos que vamos realizar o sonho de morar fora. Fazemos trâmites, cursos e malas. Apesar da toda preparação somos pegos pela tristeza. Socorro!

Geralmente esse sentimento fica adormecido até que algo no novo país não sai como pretendíamos, provocando frustração.

 

A frustração parece ser o despertador do nosso sentimento de perda, que dormia escondido debaixo de tantas expectativas sobre a nova vida.

 

Outras vezes, esse tipo de tristeza não vem com a frustração, mas pode vir de supetão num domingo à tarde. E faz os pensamentos teimarem em visitar o passado e escancarar aquilo que já não se pode acessar fisicamente.

 

O que fazer com a tristeza?

 

A tristeza não precisa necessariamente ser nossa hóspede por longa temporada. Entretanto, para algumas pessoas pode ser difícil sair do sofrimento sozinhos e nesses casos é melhor pedir ajuda.

 

Principalmente quando a tristeza se expande para muitas áreas da vida e ameaça desconstruir ganhos que se lutou tanto para lograr. Nestas situações o mais saudável é contar com apoio de um psicólogo e parar de besteira. Psicólogo não é coisa de quem tem dinheiro, nem de louco. É coisa de quem sofre.

 

Ninguém gosta de se sentir deprimido, mas faz parte do processo e é parte natural da vida. O importante é que esse sentimento não dure mais que o necessário e não atrapalhe a construção  que está sendo realizada no novo país.

 

Ainda bem que viver é dinâmico! Na maioria das vezes sem que nos demos conta, acontece algo que reivindica nossa atenção para o momento presente e saímos desse barco à deriva.

 

Voltamos a valorizar o que estamos realizando agora e damos um respiro para o coração. 

 

Você teve esses momentos quando foi viver fora? Conta pra gente como foi!

36 Comentários

  1. Sentimento estranho… A dor da mudança, de não ser nunca mais como era, mesmo se vc um dia voltar será um outro novo começo.. A dificuldade em querer abraçar o novo, pq não é espelho! Vc fica preso num lapso de tempo… Nem gosto de aprofundar a descrição …

    • É Maria… muitas vezes é doloroso pensar naquilo que nunca voltará a ser como foi. Mas o que ainda será também pode ser bom e te acolher. Mesmo sentindo medo é possível caminhar em direção desse encontro, o passo mais difícil que era se mudar você já deu!

      • Melissa

        olá
        Vivo nos EUA há 1 ano e meio, vim para estudar e ficar com meu marido. Confesso que tenho vivido momentos bem difíceis. Sou extremamente ligada à minha família que deixei no Brasil e sempre vem aquela vontade louca de voltar para casa. Sempre me pego chorando com uma saudade que parece que vai me consumir. O país, as pessoas, são muito diferente do Brasil. Eles não tem ligação de família, não se tem contato humano. Os imigrantes em sua grande maioria vive somente atrás do dinheiro custe o que custar e podem chegar até a te prejudicar para poder conseguir isso. No Brasil eu sei que está difícil, mas é nosso país e temos mais liberdade de poder dizer o que está dentro de nós, e tem um clima maravilhoso com muito sol e gente alegre. E estar distante em outro lugar você tem que assumir uma postura que não é a sua. Não pode se dar ao luxo de naquele dia de repente estar triste e com saudade. Ninguém entende.
        As pessoas dizem que com o tempo isso passa. Mas não acredito muito nisso não. Acredito sim que acabar se adaptando pois é necessário para a sobrevivência, mas dizer que há país melhor que aquele que você nasceu, e viveu acho bem difícil.
        Ainda bem que não sou a única a ficar triste, mas os dias estão passando e a saudade não passa só aumenta. infelizmente, às vezes, é necessário sair do seu próprio país para ter melhores condições de vida, mas isso mexe muito com nosso emocional.
        Desejo que todos nós venhamos ter sucesso onde decidimos viver e ser feliz.

        • Olá Melissa, tem dia que é muito difícil suportar todas essas questões de quem vive fora. Esse sentimento de não poder ser quem se é num país estrangeiro às vezes é muito forte e pode entristecer muito. Vou te deixar um link de um programa em que falei sobre esse sentimento e outros que culminam numa sensação de solidão. Lá tem relatos que podem te ajudar nesse período ou isso espero! Depois me fala se foi útil. Um grande abraço!

  2. Olá!
    Estou morando fora do Brasil há 1 mês e posso dizer que ao mesmo tempo é maravilhoso e assustador. Estou feliz conhecendo outra cultura , comidas, pessoas…mas quando fico sozinha da um sentimento de falta de amigos e família. Também as dificuldades para conseguir algo como trabalho que te compreendam te de uma oportunidade é angustiante. Porque no meu país parece mais fácil. Rs Mas jamais vou deixar o sentimento de falta afetar meus dias e procuro colocar várias tarefas no meu dia para não pensar em nada e curtir cada momento sem preocupações!

    • Oi Michele! Que legal que você está podendo encontrar sua maneira de combater a saudade e o medo. É isso aí!

  3. Vagner Santos

    Super me identifiquei…Fazem 3 anos que vivo em Buenos Aires, saí do calor baiano e me meti no frio do sul…senti MT o impacto do tratamento mais frio com as pessoas, o jeito de “não se importar” com o outro… três meses depois da chegada sofri de tristeza e tive que voltar pra casa fiquei 40 dias e voltei mais forte…segundo ano estudos a mil por hora, terminei um relacionamento ainda mantido no Brasil, esqueci de vida social e mergulhei nos livros… resultado? Em janeiro desse ano de férias tive um ataque de pânico…triste!…fui a uma psicóloga é me deu várias dicas de como sair dessa tormenta e deixar que esse novo mundo entre em minha vida…hj vivo bem, óbvio que tenho episódios melancólicos mas nada que me atrapalhe hj me relaciono com outras pessoas e creio que agora 3 anos depois eu começo a encontrar o que todos pensam que é fácil mas não é (pelo menos pra mim) a “Adaptação”

    • Olá Vagner, muito obrigada por compartilhar sua história aqui! Que momentos difíceis você passou. Você fez muito bem em procurar ajuda para não sofrer ainda mais do que o necessário nessa construção constante que é morar fora. Um grande abraço!

  4. Vou dizer que é bem dificil… moro no Chile há dois anos e para mim tem sido muito difícil pois no momento moro com meus sogros e compartir esses momentos com outras pessoas é muito frustrante e incompreensível, só sinto vontade de ficar só sem que possam me perguntar tanto. Passar por momento que estou dependendo dos outro é complicado chego a imaginar que tem sorte pessoas que estao nessa situação sozinhas a melhor opção pois tem seu espaço do que num lugar onde não se sente a vontade.
    Vim morar em Chile pelo meu esposo estou por ele aqui e rescentemente estou procurando me virar sozinha antes ficava so na casa o que me levou a sair da casa é a falta de ter meu espaço o que leva a nao querer ficar na casa e isso fez com que eu quisesse tentar trabalhar tambem.

    • Oi Lucia, o recomeço no novo país é recheado de situações difíceis. Essa fase de dependência emocional, às vezes acompanhada de dependência econômica do outro que é nativo geralmente é conturbada e inevitável. Por outro lado esse incômodo pode ajudar a te impulsionar na busca pelo próprio espaço pessoal, seja por meio de um trabalho ou outras situações que promovam sua maior satisfação nesse país. É difícil para quem está de fora entender o que você está sentindo. Não desanima não, continue construindo seu lugar!

  5. Eh doloroso. E se não temos com quem contar piora. Falta de amigos e de suporto fazem as feridas abrirem mais. Chegar em casa e estar sozinha gera uma solidão sem fim. E ter que ir ao hospital e não ter ninguém pra dar como contato, estar lá sozinha gera um pânico sem tamanho.

    Passar por problemas e a polícia nao fazer nada ou seu chefe não te dá preferência é sentir na pele o preconceito por ser estrangeira.

    Dói muito estar só em um país estrangeiro. Ver que pequenas coisas, como sair ou ir um bar se tornar impossível pq todos querem ir as 23:00 e vc nao poder pq acorda as 4:00 só nos deixa mais sozinhos. Não poder fazer uma faculdade pq seu viato traz sanções e vc fica sem ter dias pra trabalhar e se manter tbm.

    Não, não é fácil. E msm com psicólogo as vezes não dá pra consertar, pq nao depende de vc.

    Dói estar sozinha. Dói mais ainda tentar contato com alguém e nao obter resposta é pior ainda.

    O pior nem é toda tristeza, o pior é voltar pra casa como um fracassado.

    • Luciana, obrigada por dividir suas angústias aqui no blog. Tudo o que você descreve parece muito dolorido. Realmente a maior parte do que vivemos não podemos controlar e algumas coisas saem muito diferentes do que esperávamos. Penso que um psicólogo em lugar de “consertar” aquilo que nos faz sofrer, pode nos ajudar a descobrir maneiras menos dolorosas de viver, ou ainda a entender e suportar aquelas que não tem outra saída. Quando estamos tristes nos sentimos sozinhos, mas isso não tem nada a ver com fracassar. Sentir tristeza faz parte natural da vida. Estar triste porque a vida no exterior é complexa e exige uma reconstrução de tudo ao seu redor não se parece em nada com fracasso. Espero que você possa encontrar caminhos para realizar os sonhos que foi buscar. Um Abraço forte!

  6. Marcos Saldanha

    Nossa….. pensei que era só eu que ficava triste fora do Brasil. To morando na Colômbia há 6 meses, e da difícil para acostumar, ainda mais com a comida e a cultura que é bem forte aqui no interior da Colômbia, bem diferente. Mais quando bate a saudade, faço um churrasco ou ou uma imitação de feijoada…. kkkkk…. e vou levando. Muito bom conteúdo do site.

    • Olá Marcos, obrigada por seu comentário. Creio que em alguma medida, existe um sofrimento inerente a morar fora em todos os expatriados.Excelentes suas maneiras de espantar a saudade, churrasco e feijoada!

  7. Washington da Hora

    Tudo o que está no texto passou comigo. É engraçado como nos preparamos para tudo, menos para o aspecto emocional. Por vezes, me vi e me vejo nessa situação de tristeza, de morar em outro país, de não ter amigos e família, de não ir a determinados lugares etc. Tudo isso faz parte, e o melhor? Tudo passa! O bom é que estou crescendo e aprendendo a focar em outros pontos. Acredito que temos que passar por fase e aproveitar, entender as emoções e extrair o máximo para adquirir aprendizado com tudo isso. Pouco a pouco, vamos nos conhecendo e evoluindo. Os “problemas” de antes já não serão os mesmos!

    • Pois é Whashington, os problemas vão continuar aparecendo, por isso é super importante que você aprenda com eles e possa realmente tirar proveito dessas situações para viver melhor no lugar onde está. Obrigada por seu comentário!

  8. Fabiana Thiers

    Oi Van, tudo bom? Estou no México há 4 meses e sim, me identifico bastante! Acho que todos nossos sentimentos partem principalmente da curva da mudanca e de todas as etapas que esse processo inclui… A frustracao vem muitas vezes de tudo aquilo que idealizamos, a forma que pensamos e construimos de como seriam as coisas e que depois acabam acontecendo de outro modo. No meu caso, sinto tristeza em alguns momentos, principalmente quando tem alguma reuniao de amigos ou familia e estando longe nao podemos participar… Dá um aperto no coracao e pelo menos eu acabo pensando “Será que fiz a escolha e a coisa certa?”. Acho que o importante é curtir também esse momento de tristeza e aproveitar para se reconectar com suas raízes, amigos e familiares que estao longe e também trazermos para perto os novos amigos. O que tem me ajudado muuuuito a superar esses momentos é a tecnologia… sessoes de Skype, Whats e Face que nos aproximam de quem está tao longe e amamos. O principal e que sempre coloco em mente é por que estou aqui? Quais meus planos? O que já conquistei? E assim, ver todos os avancos que tive desde o primeiro dia que cheguei, e isso dá forcas pra continuar! Gosto muito de pensar também que aconteca o que acontecer, as pessoas queridas sempre vao estar la e ao meu lado, se nada der certo, o pior que pode acontecer é pegar as malas e ir embora, e mais uma vez enfrentar a curva da mudanca, mas acredito que como seres humanos somos bastante resilientes e podemos TUDO! E que os momentos de tristeza tambem sirvam para nos fortalecer! Adorei seu blog, sou psicologa e é muito bom ter um lugar onde lemos de situacoes parecidas com a nossa e podemos desabafar e trazer a tona nossos pensamentos! Ótimo trabalho! Um beijo, Fabi

    • Olá Fabi, obrigada por compartilhar suas experiências! Que bom que você está aberta para todas as emoções que podem surgir desse processo que está vivendo. Concordo com você que retomar os objetivos nas horas de frustração é primordial para lembrar do que nos levou para o exterior e não entrar em desespero. Também estou de acordo que se a nova realidade não satisfizer, voltar sempre será uma possibilidade e um lugar que nos pertence. Um beijo grande!

  9. Renivaldo

    Estou me preparando para sair do Brasil e fico imaginando tudo isso, todas as lembranças e saudades que deixarei para traz. Sei que vai doer muito, vou deixar dois filhos, uma de 21 que está terminando seu curso de arquitetura que sempre foi apoiada e bancada por mim e meu caçula de 10 anos. Mas vi que será um mal necessário sair, pois me separei recentemente com isso perdi bens, com a crise que estamos vivendo hoje aqui perdi minha empresa, adquiri dívidas e vejo hoje em que a única solução para se reerguer hoje é tentar a vida lá fora, se reerguer porque o tempo está passando e já estou ao longo dos meus 44 anos… Sei que é difícil, mas é preciso tentar….

    • Oi Renivaldo, posso imaginar o quanto está sendo uma decisão difícil, desejo que tenha muito boa sorte nessa tentativa! Obrigada por deixar seu comentário.

  10. Elizabeth Alves Inostrosa

    Ja passei por tudo isto,pois já estou a 11 anos na Itália. Hoje a minha tristeza é pensar em voltar para o Brasil. Não deixei de amar o meu país ,mas aprendi amar mais um,a construir a minha vida aqui,com costumes diferentes,com ritmos diferentes .Hoje o que vivo aqui dificilmente viveria no Brasil. Amo o Brasil,mas também amo a Itália.

    • Que bom que você pôde se deixar permear pela nova cultura Elizabeth, isso de maneira alguma diminui a importância de suas raízes ou seu amor pela pátria natal. Em lugar disso promove uma maior sentimento de pertencer ao novo país também, o que certamente ajuda a viver melhor. Obrigada pelo seu comentário!

  11. Desde Acapulco

    Estou aqui no México há duas semanas e me identifico. Primeiramente, o fato de que não consegue se articular no idioma, ter que resumir tudo a palavras básicas, isso pra mim está sendo mais difícil do que imaginava. Se mais alguém estiver na região de Acapulco, entre em contato por favor. Tenho um quarto vago no apartamento que divido com um estudante mexicano, posso receber visitas aqui, seria um prazer para mim e além disso um grande alívio! +55 51 82306614 Whats

    • Oi Diego, no começo é muito angustiante resumir nossa comunicação à frases terrivelmente simples. E justo em um momento em que temos tanta necessidade de falar daquilo que nos passa, não é?! Resista! Essa fase costuma passar. Obrigada por deixar sua história aqui. Abraço e boa sorte!

  12. Estou na Argentina tem 3 meses, vim para estudar, tenho tudo o que sempre quis e não consigo me sentir bem. Às vezes me parece que não estou aqui, que a alma ficou no Brasil. Me sinto morta, vazia… Sempre penso em voltar, mas sei que se voltar, ficarei pior do que estou agora. É muito difícil! Mas tenho fé que isso irá passar

    • Tente manter a calma, esse momento que você está passando tende a melhorar com as novas conquistas, colegas, novos prazeres e outras coisas que surgirão sem que você planeje. São dolorosos os processos que estão acontecendo dentro de você e dentre eles está o luto da vida que ficou no Brasil, mas não necessariamente doerá sempre de maneira tão forte. Busque ajuda para não passar por isso sozinha. Um grande abraço.

      • Melissa

        voce realmente entendeu exatamente como me sinto neste momento. Falou tudo em poucas palavras, muito obrigada pelas palavras e tenho fé que essa dor será amenizada e tudo será mais leve. Muito obrigada mesmo. Grande abraço Melissa

        • Melissa, estou na torcida para que cada dia se sinta um pouco melhor. Um grande abraço!

  13. Helena Oliveira de paula

    Vou ver se consigo expressar o que estou sentindo, tenho 56 anos, três filhos, o mais velho está morando em Portugal há 03 meses (ele está gostando muito de lá), mas eu não imaginava que a nossa vida financeira no Brasil iria piorar tanto a ponto de meu marido querer ir embora para Portugal, meu filho de 27 anos é agrônomo e também quer ir e também meu filho caçula que tem 16 anos, pois o sonho dele é fazer ensino superior fora do Brasil…..O que faço com essa angústia que está doendo meu peito, apesar de que se eu for vou estar com todos os meus filhos, mas fica aqui minha mãe meu pai que são idosos e também meus irmãos e o Brasil……será que irei me acostumar lá?, pois estou passando meus dias chorando, mesmo sem ter ido ainda.

    • Helena, posso imaginar sua angústia e seus receios diante de uma decisão que ao que parece, já foi tomada pelos seus filhos e marido. Não é fácil se distanciar de parte da família, nem do país, mas pelo o que você está contando existem muitas chances de você e sua família se adaptarem em Portugal, já que a experiência do filho que já está lá é positiva. Só vai dar para saber como será sua adaptação vivenciando Helena. Apesar de existir um certo grau de sofrimento em relação ao que ficou para trás, isso não impossibilita que também viva coisas boas e felizes no exterior. Estou fazendo os melhores votos para você e sua família! Quando se mudar mande notícias! Um grande beijo.

  14. E depois que temos um filho no exterior? A vontade de vê-lo crescer perto dos avós é imensa! Por outro lado, em um país desenvolvido o filho terá educação, segurança e saúde…mas e a falta da cultura brasileira enraizada? Estou há 4 anos no Canadá e até hoje vivo um dilema sem fim! Fico me perguntando até quando me sentirei insatisfeita…

    • Oi Camila! Justamente hoje gravarei um programa que falará sobre este tema, porque realmente tudo isso que você colocou não é fácil de resolver e decidir. Te aviso quando esse programa for ao ar. Obrigada por deixar seu comentário.

    • Ola camila! Estou casada pouco tempo e vivendo fora do Brasil tambem, twnho muita vontade de ser mãe, mas tenho muito medo de passar pela mesma situaçao que a sua, penso que eu gostaria que minha mãe e pai vissem meu filho crescer,ja que nao tem netos ainda. Decisao dificil essa.

      • Oi Regina, para as pessoas que criam os filhos fora do Brasil essa é uma dor constante. Cada família acaba encontrando sua forma particular para lidar com a distância e sua maneira de passar a cultura brasileira, apesar de difícil é possível. Comentei com a Camila que iria gravar um programa justamente sobre este tema, ele já foi gravado, quando for ao ar te mando um aviso. Um abraço!

  15. Olá, sou casada tenho um filho moramos fora do Brasil, já tem seis meses, nós primeiro dias tava sendo ótimo, tudo lindo eu tava gostando agora tô numa saudade de casa uma tristeza tão grande, eu sinto que isso tá afetando meu casamento, aqui onde moramos meu esposo mora perto da mãe e das irmãs dele eu moro longe dos meus, ele gosta daqui meu filho também mais eu não consigo gosta tudo mais difícil, eu choro dia e noite com saudades dos meus pais da minha casa, minha saúde não é mesmo coisa sinto muitas dores de cabeça e uma tristeza que parece não ter fim quero fica só no quarto é tudo que as pessoas fala com migo eu me estresso, depois choro muito queria mesmo era volta pra minha terra.

    • Oi Faelma, é realmente muito difícil lidar com a saudade e o sentimento de tristeza de tudo que nos faz falta. O primeiro ano costuma ser o mais difícil de todos, nesse período você ainda não tem um mundo construído ao seu redor para te amparar e te despertar interesse, parece que tudo o que era bom ficou no Brasil e aí nada mais lógico que ver a vontade de voltar crescer. Tente fazer algo para diminuir seu sofrimento, é muito ruim só viver da dor e da saudade, como você disse, isso adoece o corpo. Eu imagino que não sinta vontade alguma de fazer atividades, mas se um dia você achou que era legal pode ser que ainda possa descobrir alguns prazeres nesse novo lugar e quem sabe futuramente se sentir fazendo mais parte dele.

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